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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cantos para "hobby"

Nos momentos de folga, é bom se dedicar às atividades que dão prazer. Pode ser pintar, bordar ou até arrumar o carro. Veja quatro projetos de espaços organizados para curtir esses momentos.




Se muitos enxergam as artes plásticas como lazer, a moradora Silvana Bandeira prefere entendê-lo como trabalho. Para a costura, seu prazer de infância, reservou a antiga copa de seu apartamento na Vila Suzana, em São Paulo. Ali ela faz bordados, crochê, tricô e patchwork. “Desde os sete anos, tomei gosto pela costura por causa de minha avó”, conta. Somente há 15 anos decidiu dedicar-se ao hobby e encomendou o projeto à designer de interiores Débora Valente. Para aproveitar melhor o espaço de 5,50 m², ela fechou o acesso para a cozinha e manteve apenas a porta para a sala. Embaixo da janela, instalou a bancada para a máquina de costura. “o mais importante foi fazer o armário para guardar os tecidos”, diz a moradora. As gavetas com divisórias internas de acrílico acomodam os carretéis de linha, as miçangas e os botões. Nas prateleiras, caixas e cestas plásticas e de vime ajudam na organização. “Gosto de ter tudo à mão e no lugar certo”, afirma.

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sábado, 16 de outubro de 2010

Por que guardamos tanto?

Será que você precisa mesmo de tudo o que acumula?

É fácil enumerar diversos motivos para que alguém sinta dificuldade em se livrar de coisas e sentimentos. Muitas vezes, guardamos algo de alguém que se foi como uma homenagem, até sermos capazes de realizar nossa despedida interna.

Há, ainda, o desejo de se precaver contra todas as eventualidades que o futuro possa trazer. Vai que ocorra uma enchente e você precise daquela galocha guardada há anos. Nesse caso, é uma necessidade parecida com a que nos faz carregar uma mala pesada quando viajamos por temermos ficar desprotegidos.

Pode ser também insegurança com relação ao futuro, medo de se livrar e não conseguir aquilo novamente, a preguiça de tomar uma decisão (jogo fora ou não o relógio que parou de funcionar?). Além disso, libertar-se do que está sobrando na nossa vida contradiz um valor muito cultuado hoje. Vivemos numa época em que lutamos o tempo todo para que as coisas não fujam de nossas mãos.

Sem falar que viver tropeçando no que não serve acaba atravancando o fluxo de energia. “Toda casa tem uma energia, que no feng shui é chamada de "chi”. “O chi não circula em ambientes atulhados, cheios de objetos, saturados. A energia fica estagnada”. Essa regra vale também para coisas que ficam paradas durante muito tempo. Se não quer se livrar de algo, torne-o útil.

É preciso ler os livros comprados, consertar o que está quebrado, tirar o aparelho de jantar de porcelana do armário. Não há razão para manter enfurnados objetos você julga importantes. É você que faz um momento ser especial para merecê-los.
O primeiro passo para liberar a área é, sem dúvida, estar disposta a isso. Não adianta separar coisas que, em poucos minutos voltarão para o lugar de origem. Jogar coisas fora pede coragem e manda uma mensagem para o mundo:   "quero me renovar "!

Fonte: Trechos do texto "O jogo de jogar coisas fora" escrito por Ivonte Lucírio para revista Bons Fluídos

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